Psicobiologia: história, o que estuda, ramos, conceitos

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o psicobiologia É uma disciplina que estuda o comportamento humano, levando em consideração a base biológica do organismo. Para isso, baseia-se na propriedade que os órgãos têm para estabelecer uma relação ativa e adaptativa com o meio ambiente.

Dessa forma, a psicobiologia explica o comportamento humano, analisando as relações entre cognição (o que pensamos), o que sentimos, sistemas biológicos e meio ambiente.

A psicobiologia estuda o sistema nervoso, suas funções e sua capacidade de experimentar mudanças fisiológicas de acordo com sua relação com o meio ambiente. Fonte: pixabay.com

É importante acrescentar que a psicobiologia é o produto de um longo processo histórico, resultado da evolução dos conceitos de uma ampla gama de campos de estudo, como física, medicina, anatomia, química e biologia.

O esforço para entender como as conexões psicológicas e biológicas moldam a experiência humana oferece à psicobiologia uma perspectiva única da psicologia. Além disso, a amplitude da psicobiologia fez surgir outros ramos do conhecimento, como psicofisiologia e psicofarmacologia.

História da psicobiologia

Grécia antiga

Hipócrates e Alcmeón de Crotona (séculos V e VI aC) foram os primeiros a postular que o cérebro era o órgão responsável por coordenar as ações do ser humano.

Essa concepção foi inovadora e enfrentou a proposta geral dos pensadores da época, que argumentavam que o coração era o centro do controle do comportamento humano.

Então, Galeno (129-216 DC), influenciado pelas doutrinas de Hipócrates e, de acordo com seus próprios estudos e pesquisas, reforçou o conceito que coloca o cérebro como sede da inteligência e receptora de emoções humanas.

Além disso, Galen também foi pioneiro na observação científica de fenômenos fisiológicos e praticou dissecções que lhe permitiram identificar vários nervos cranianos.

Esses achados foram fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento sobre anatomia humana, especificamente para a compreensão do sistema nervoso; posteriormente, essa informação foi decisiva para as abordagens da psicobiologia.

René Descartes (1596-1650)

devoluções e suas contribuições foram muito importantes para a humanidade

René Descartes foi um filósofo que apoiou a idéia do controle que os mecanismos cerebrais exercem no comportamento humano. Graças a suas pesquisas e observações, ele conseguiu determinar que, diferentemente dos animais, as habilidades do homem residiam muito além do cérebro, isto é, na mente.

Dessa forma, Descartes afirmou que a mente é uma entidade associada à inteligência, emoções e memória, atribuindo apenas características dos seres humanos. Essas descobertas levaram Descartes a estabelecer uma concepção dualista para o comportamento humano, uma vez que ele postulou que a mente e o corpo são entidades separadas.

No entanto, demorou muito tempo para que o papel do cérebro na percepção e ação humanas fosse oficialmente reconhecido.

Charles Darwin (1809-1882)

Os conceitos e evidências de Charles Darwin sobre a evolução das espécies foram decisivos para o desenvolvimento da psicobiologia. Fonte: pixabay.com

Os trabalhos e descobertas de Charles Darwin descreveram o fenômeno da seleção natural, o que o levou a concluir que o homem era simplesmente mais um animal.

Além disso, em sua Teoria da evolução ele argumentou a ideia de que o ser humano é um ser mutável, influenciado pelo ambiente em que vive, que contrastava com a antiga concepção do homem como algo permanente.

Esses novos conceitos e idéias implementados por Darwin tornaram-se os pilares do que mais tarde seria a psicobiologia.

Santiago Ramón y Cajal (1852-1934)

A grande contribuição de Cajal para a evolução da ciência e da medicina é o postulado da Teoria Neural. Nele, o pesquisador mostrou que os neurônios são as estruturas básicas e funcionais do sistema nervoso.

Da mesma forma, ele evidenciou que os neurônios são entidades discretas com expansões e que a relação entre eles é por contiguidade; Isso serviu para estabelecer o conceito de conexão sináptica. Esse achado sobre o tipo de conexão entre os neurônios foi decisivo para o desenvolvimento de ramos da psicobiologia, como a psicofarmacologia.

Ivan Pávlov (1849-1936)

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A influência de Ivan Pavlov na psicobiologia é extensa. De fato, seu trabalho sobre condicionamento clássico é a base de muitas investigações dessa disciplina.

O termo "condicionamento clássico" é usado para designar o primeiro tipo de aprendizado de todo ser humano e consiste na resposta do indivíduo aos estímulos ambientais. Dessa forma, é descrita a existência de uma conexão entre um novo estímulo e um reflexo existente.

Atualmente, a psicobiologia estuda os mecanismos neuronais que determinam esse tipo de aprendizado e o papel do condicionamento pavloviano na adaptação.

Donald Hebb (1904-1985)

A psicobiologia começou a ser uma disciplina importante no século XX. Em 1949, foi exposta a primeira teoria da atividade cerebral, que determinou como os fenômenos psicológicos se desenvolvem (percepções, emoções, pensamentos e memórias).

A teoria foi desenvolvida por Donald Hebb e baseia-se no estudo de conexões sinápticas e sua relação com a aprendizagem. Esta proposta de Hebb teve um forte impacto na neuropsicologia e continua sendo uma referência fundamental em trabalhos de pesquisa.

O que estuda a psicobiologia? (Objeto de estudo)

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A psicobiologia estuda o comportamento humano, levando em consideração a existência de um condicionamento biológico marcado por fatores inerentes à espécie, como características individuais ou potencial genético e o ambiente em que modula a expressão genética.

Para o estudo do comportamento humano, o foco principal da psicobiologia é a análise do sistema nervoso, suas funções e, principalmente, a capacidade desse sistema de sofrer alterações fisiológicas de acordo com a sua relação com o meio ambiente.

Outros assuntos que são objeto de estudo da psicobiologia são: aquisição de linguagem, mudanças sociais, personalidade, desenvolvimento emocional, formação de identidade e habilidades motoras.

A psicobiologia hoje

A psicobiologia é caracterizada por ter uma grande variedade de abordagens, portanto, em muitas ocasiões, precisa da contribuição de outras disciplinas. Essa confluência integrativa trouxe alguns problemas conceituais, principalmente ao estabelecer os objetivos do estudo da psicobiologia e da neurociência.

No entanto, como a psicobiologia está interessada no estudo das bases biológicas do comportamento – que incluem aspectos nervosos, genéticos, evolutivos e ecológicos – a neurociência foi proposta como parte da psicobiologia.

Ramos da psicobiologia

Psicofisiologia

É o estudo de processos fisiológicos (atividade neuronal, metabolismo, fluxo sanguíneo, auto-regulação) que estão relacionados à vida e ao comportamento psíquicos.

Psicofarmacologia

A psicofarmacologia é uma disciplina que estuda a ação de drogas no comportamento e nas emoções.

Ao mesmo tempo, analisa o uso de tratamentos farmacológicos e como eles se complementam na maneira de atuar em distúrbios psicobiológicos, como depressão, ansiedade, bipolaridade, déficit de atenção, hiperatividade, demências ou adições.

Neuropsicologia

A neuropsicologia é uma especialidade pertencente às neurociências que estuda a relação entre processos mentais, comportamentais e o cérebro.

Dessa forma, lida com o diagnóstico e o tratamento de problemas cognitivos, comportamentais e emocionais que podem resultar de diferentes processos que afetam o funcionamento normal do cérebro.

Psicologia comparada

A psicologia comparada estuda o comportamento e a vida mental dos animais (incluindo a espécie humana), com base na idéia de que há certas características delas que evoluíram ao longo do tempo.

Portanto, a psicologia comparada estuda as semelhanças e diferenças na evolução do comportamento e da mente das espécies.

Genética comportamental

A genética comportamental estuda tópicos como percepção, aprendizado, memória, motivação, distúrbios psicológicos, entre outros, mas a partir de uma abordagem genética. Dessa forma, seu objetivo de estudo é determinar a contribuição da genética em um comportamento específico.

Psicobiologia do Desenvolvimento

Essa disciplina estuda as mudanças de comportamento ao longo do tempo, cobrindo o período desde o nascimento do indivíduo até sua morte.

Conceitos em destaque

Gen

Um gene é a unidade de herança genética. Eles são transmitidos dos pais para os filhos e têm as informações necessárias para determinar as características do indivíduo.

Neuron

Os neurônios são células nervosas que capturam estímulos e conduzem o impulso nervoso através de conexões chamadas sinapses.

Sinapse neuronal

A sinapse neuronal é a área de transmissão de impulsos entre dois neurônios ou entre um neurônio e uma glândula ou uma célula muscular. Dependendo da forma de transmissão, são definidas sinapses elétricas e químicas.

Patrimônio genético

A herança genética é a transferência – de pais para filhos – da informação necessária (material genético) para uma característica ou função específica. É feito através dos gametas (óvulos e esperma) dos pais.

No entanto, as informações contidas nos genes podem ter erros (mutações) que alteram a função do gene. Essas alterações podem ser transmitidas de pais para filhos e desencadear doenças genéticas.

Funções cognitivas

As funções cognitivas são processos mentais ou intelectuais, como a capacidade de prestar atenção, lembrar, produzir e entender a linguagem, resolver problemas e tomar decisões.

Evolução

Nas ciências biológicas, evolução é a mudança nas características de uma espécie por várias gerações, sendo esse processo impulsionado pela seleção natural.

Conduta

Comportamento é o modo como as pessoas ou os animais se comportam em diferentes contextos da vida. Dessa forma, o estudo do comportamento é a descrição das ações que um indivíduo realiza contra os estímulos e a conexão que ele estabelece com seu ambiente.

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